segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A Bailarina




Vou escrever em sua rua de giz

Te levar para conhecer Paris em um avião de papel

Ser o soldado de chumbo para a bailarina mais linda

Criar a canção para os seus passos, para que os acerte em cada salto e em suas quedas te ajudar a se levantar

Te guardar e te amar com o que tenho, na certeza que sou o suficiente para fazer de sua vida um linda apresentação de ballet

A ansiedade antes de as cortinas baixarem, o palco, o publico e o motivo de sua dança se confunde com o desejo de agradar

E  Fe na certeza de que tudo no final vai dar certo

O soldado de chumbo se senta na primeira fila, sem uma perna, espera roendo as unhas, para que a bailarina o veja, e sussurre apenas um eu te amo

Ele talvez mais que a bailarina, espera que tudo de certo

Afinal ela tem seu grande sonho de conhecer o mundo, a começar por aqui, paris

As cortinas se abrem, as luzes se acendem, bailarina ainda nervosa no centro do palco, fecha os olhos tomados pelo medo, o soldado de chumbo se levanta da cadeira, ela abre os olhos e o vê, ela abre um sorriso e sussurra eu te amo

Ele se senta e vê o maior espetáculo de sua vida

E diante dos seus olhos a mulher que ele mais ama.

Hora grande mulher, hora a mulher que viajou com ele em um avião de papel ate paris.


Bruno Silva